Em comemoração aos 25 anos da primeira disputa entre Karpov e Kasparov pelo título mundial e ao nascimento do xadrez moderno na cidade de Valência, Espanha, um novo encontro entre esses dois gigantes do tabuleiro acontecerá este mês na referida cidade. A abertura do evento será no dia 21 e incluirá uma conferência com os dois jogadores, um festival de recepção e uma exibição com partidas simultâneas. A disputa terá início no dia 22 com duas partidas rápidas (25 minutos de reflexão e 5 minutos de acréscimo por lance). No dia 23, novamente serão jogadas duas partidas rápidas. As oito últimas partidas, todas reservadas para o dia 24, serão em formato relâmpago (5 minutos + 2 segundos por lance). A cerimônia de encerramento será no dia 25.
Embora Kasparov tenha se aposentado das competições e Karpov se mantenha apenas semiativo, há certamente uma grande expectativa em torno do novo encontro, sobretudo pela rivalidade existente entre os dois jogadores, considerada a maior já vista no tabuleiro. No total, foram cinco disputas pelo título mundial (1984, 1985, 1986, 1987 e 1990), todas ganhas por Kasparov, mas o cômputo revela um equilíbrio impressionante: 21 vitórias de Kasparov, 19 de Karpov e 104 empates. No final de 2002, em Nova York, os dois novamente disputaram uma série de partidas, mas em formato rápido, e dessa vez a vitória coube a Karpov (2,5-1,5).
De acordo com os organizadores do evento, Karpov e Kasparov mantêm a rivalidade intacta: ficarão hospedados em hotéis diferentes e não pretendem se encontrar antes da disputa.
Eis o vídeo oficial do evento:
sábado, 12 de setembro de 2009
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Nova disputa entre Karpov e Kasparov! |
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
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Preliminares: Corus 2009 |
Desta vez não participará o Campeão do Mundo e portador do recorde de vitórias no torneio Corus, Viswanathan Anand, nem tão pouco Veselin Topalov e Vladimir Kramnik por razões muito variadas. Kramnik há tomado "vocação de papai", Topalov está se preparando intensamente para o duelo contra Gata Kamsky e Anand quer seguir descansando um pouco, depois de ter defendido o título mundial em novembro. Contudo, estará presente a flor inata do xadrez mundial com jogadores como Vassily Ivanchuk, Magnus Carlsen, Alexander Morozevich, Teimour Radjabov, Sergei Movsesian y Levon Aronian. Parece que Ivanchuk atualmente está jogando em todos os torneios e poderia ocorrer que em um momento, apareça de uma vez em dois torneios que serão disputados em paralelo... O que lhe poderia freiar no torneio Corus seria a pendência diante da comissão de doping da FIDE. Ivanchuk, diante da última partida da Olimpíada de Dresden não havia aceitado o controle de doping, mediante exame, com o qual, segundo as regras oficiais internacionais sobre doping, lhe ameaça uma dura sanção: dois anos de suspensão... Será também que não pode participar de torneios privados, ou simplesmente será válido para os torneios pelo Campeonato Mundial? Teremos que ver o que acontecerá...
Ritmo de jogo:
Nesse torneio de 2009 haverá um novo ritmo de jogo: para os grupos magistrais A, B e C será de 40 jogadas em 2 horas; a continuação 20 movimentos em uma hora, seguido por 15 minutos com um incremento de 30 segundos por movimento para finalizar a partida.
Lugar de encontro: De Moriaan Community Centre (Dorpsduinen 4, 1949 EG Wijk aan Zee).
Alojamento: Para obter informações, por favor, entre me contato com a Oficina de Turismo VVV IJmond Noord, Julianaplein 13-15, 1949 AT Wijk aan Zee. Tel.: + 31 (0)251 374253. E-mail: info@vvvijmondnoord.nl Website: http://www.visitwijkaanzee.nl
As partidas começarão às 13:30 CET, exceto a última rodada, no dia 1 de fevereiro que começará às 12:30 (e o grupo C començará às11:30h). Os 3 dias de descanso serão 20, 25 e 30 de janeiro.
Site oficial:
http://www.coruschess.com
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
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Escolas norte-americanas reconhecem os benefícios do xadrez |
Julie Taboh
Washington
26 de novembro de 2008
Estudos ao redor do mundo têm mostrado que jogar xadrez traz benefícios, sobretudo para as crianças. Inspirados por essa constatação, cada vez mais professores nos EUA tentam incorporar o xadrez à vida de seus alunos.
Frankie Roth (foto) costumava ser uma criança-problema. Georgia Clark, diretora da escola onde ele estuda, em Maryland, lembra a primeira vez que o encontrou.
“Minha primeira impressão sobre Frankie foi: ‘Precisamos fazer algo para ajudá-lo, ele não vai conseguir’. Ele estava na 3a série e tinha problemas com todos os adultos que encontrava.”
A diretora Clark decidiu inscrever Frankie em seu programa de xadrez, que era uma atividade extraclasse. Em poucos meses, ela presenciou uma mudança incrível no comportamento do menino.
“Quando ele finalmente se deu conta de que poderia ter sucesso num clube de xadrez, começou a desabrochar, a se desenvolver”, diz ela. “Em relação aos últimos dois anos, vejo uma enorme diferença nele”.
Cerca de 30 países, incluindo a Rússia, valorizam o xadrez a ponto de incluí-lo nos currículos escolares. Dois dos maiores campeões da história do xadrez, Garry Kasparov e Anatoly Karpov, são russos. Apesar do sucesso estrondoso de Bobby Fischer, os Estados Unidos ficaram para trás nessa iniciativa.
Agora, um número crescente de escolas públicas nos EUA está oferecendo programas de xadrez como atividade extracurricular.
Jim Fite é o criador e treinador do clube de xadrez da escola primária North East. Segundo ele, os especialistas estão de acordo quanto aos benefícios que o xadrez proporciona ao cérebro de uma criança, já desde os 2 anos de idade.
“Todos eles dizem que, sem dúvida, o xadrez ajuda as crianças a desenvolverem o intelecto”, relata Fite. “Ajuda-as nas habilidades matemáticas, ajuda-as nas habilidades de leitura”.
“O fato é que basta ter algumas peças sobre um pequeno tabuleiro para iniciar uma tremenda atividade...”.
Muitos jogadores da escola North East sentiram-se atraídos pelo jogo mais pelos benefícios à auto-estima do que ao intelecto.
“Quando eu venço, fico feliz, e é ainda melhor quando venço alguém que é muito bom em xadrez”, diz um garoto do clube.
“É muito legal jogar xadrez porque você pode vencer outras pessoas”, diz outro garoto.
Os estudantes em Maryland também podem participar de torneios e ganhar pontos em direção a um objetivo maior: duas bolsas de estudo integrais para a Universidade de Maryland, Condado de Baltimore, são oferecidas todos os anos para os jogadores com melhores pontuações.
“Falo para os garotos: ‘É muito mais fácil vocês conseguirem chegar à faculdade pelo xadrez do que pelo futebol [norte-americano]. Há muitas crianças jogando futebol, batendo–se umas contra as outras. Tudo o que vocês precisam fazer é sentar ali e mover as peças...’ ”, diz o treinador Fite.
Shinsaku Uesugi é um estudante colegial do subúrbio de Washington. Aos 13 anos, ele conseguiu uma dessas bolsas. O seu conselho para as crianças é que elas continuem jogando xadrez, independentemente de conseguirem ou não uma bolsa de estudo.
“Eu as aconselho a simplesmente jogar com os amigos e se divertir. Afinal, se você não se diverte, para que jogar?”, indaga Uesugi.
Para Frankie Roth, o xadrez melhorou a sua auto-estima. Os seus professores chegam a relatar que ele superou a gagueira.
“Acho que o xadrez me ajudou talvez a ser mais paciente e a pensar adiante”, diz Roth.
“Eu gosto de jogar, mas é melhor ainda quando eu ganho”.
Fonte: VOA News
Tradução: Roberto Monteiro de Lima (Bebeto)
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
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Xadrez pode ajudar crianças hiperativas |
Neste pequeno estudo fica evidente que crianças hiperativas carecem de disciplina, caracteristica importante para que se desenvolva qualquer habilidade no decorrer da vida. A forma de viver consumista e com rápidez não ensinam nossas crianças a usarem o tempo de forma a construir habilidades e valores. Cabe a pais e educadores retomarem virtudes como a disciplina, para que crianças e adolescentes desenvolvam com segurança o seu próprio futuro.
Por Marly Molina*
Xadrez pode ajudar crianças hiperativas
Jogo que estimula a concentração auxiliou no tratamento de estudante
Brás Henrique
Aos 9 anos de idade, em 2005, Rafael Vinha tinha poucas amizades, notas baixas na escola e não conseguia prestar atenção nas aulas ou em filmes. Quando foi confirmado o diagnóstico de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), Rafael iniciou um tratamento que incluía, além de medicamentos, aulas de xadrez. "O jogo exige concentração e isso ajudou na minha vida", diz ele, que hoje com 13 anos sonha em ser veterinário.
Caracterizado por desatenção, impulsividade e hiperatividade, o TDAH é um transtorno neurobiológico de origem genética que pode comprometer o convívio familiar e o desempenho escolar.
Rafael Vinha foi o principal responsável pela introdução do xadrez - disciplina obrigatória para os 86 alunos até a 5ª série - na grade curricular do então recém-inaugurado Colégio Diocesano, em Orlândia, região de Ribeirão Preto (SP).
A coordenadora pedagógica Solange Ferreira já ensinava o jogo aos seus dois filhos e, ao saber do distúrbio de Rafael, deu seqüência ao projeto. Como resultado, venceu o prêmio Dica de Mestre, concorrendo com 86 projetos de todo o País durante o Congresso de Neurociência e Educação Aprender Criança.
O projeto premiado - O Jogo de Xadrez e a Criança com TDAH - continua na clínica de Solange, com acompanhamento do neurologista Marco Antônio Arruda, diretor do Instituto Glia, de Ribeirão Preto, empresa que atua na área de neurociências aplicadas à educação. "A hiperatividade é tratada com medicação, mas não pode ficar só nisso, e o xadrez ajudou nesse caso. Ainda é um trabalho inicial, sem estudo científico, o que pode ocorrer em breve", diz Arruda.
Hoje, Rafael está na 7ª série. Sua mãe, Patrícia Vinha, é enfática ao afirmar que o jogo ajudou o filho. "Ele era extremamente agitado, fugia das responsabilidades", relembra. "Antes eu não conseguia ficar parado na escola ou em casa e me achavam um chato. Hoje tenho amigos, que me consideram uma pessoa legal", diz Rafael. Ele também ensinou a irmã e os pais a jogarem. Em torno do xadrez, a família ficou mais unida.
A própria filha de Solange, Sofia, de 9 anos, que não tem característica de hiperatividade, acredita que o jogo lhe ajudou na concentração. "Nas provas, eu demorava muito, hoje faço em menos tempo", compara Sofia.
Para que o xadrez não fosse algo maçante, difícil para as crianças iniciantes, Solange criou uma história lúdica relacionando as peças do tabuleiro. Imprimiu 200 cópias do livro Chaturanga (nome antigo do xadrez, com origem na Índia), de sua autoria, onde faz a introdução das regras do jogo em forma de versos de poesias.
"Esse jogo cria uma disciplina, a relação entre as crianças é diferente, mais harmoniosa, e tem o conflito, que ajuda a amadurecê-las, mas não confrontos", conclui a pedagoga. E durante as partidas, concentradas nas estratégias das próximas jogadas das peças no tabuleiro, as crianças ficam quietas. Bom para elas, para os professores e para os familiares.
* Marly Molina-Psicóloga (blog)
Extraído de OEstadão
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
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Cubano quer conquistar o título mundial de xadrez-relâmpago |

HAVANA, Cuba, 4 de novembro de 2008 – O enxadrista cubano Leinier Domínguez está a caminho da cidade de Almaty, no Cazaquistão, para disputar o Campeonato Mundial de Xadrez-Relâmpago, que ocorrerá nos próximos dias 7 e 8 de novembro.
Atualmente na 21ª posição da lista mundial e o único representante latino-americano da competição, Domínguez enfrentará um dos testes mais difíceis de sua brilhante carreira, já que medirá forças com alguns dos melhores enxadristas do mundo. Esta 4ª edição do torneio contará com a presença dos russos Alexander Morozevich, Peter Svidler e Alexander Grischuk e dos azerbaijanos Teimour Radjabov e Shakhriar Mamedyarov, além de Vassily Ivanchuk, Gata Kamsky, Rafael Vaganian, Vlad Tkachev e Judit Polgár, entre outros.
O atual campeão mundial da modalidade é o ucraniano Vassily Ivanchuk.
Fonte: Cuban News
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
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Campeonato Russo 2008 |
Em teoria as partidas de desempate seriam disputadas imediatamente despois da última rodada, porém o torneio havia terminado tarde e o empate entre três jogadores significava que o desempate (partidas) terminariam "lá pra tantas da noite". Porém o mais importante era que na manhã seguinte os três finalistas, Peter Svidler, Dmitry Jakovenko e Evgeny Alekseev, teríam que correr para jogar a Copa da Europa de Clubes, em Kallithea. Por essa razão, os organizadores decidiram adiar o desempate para 28 de outubro. Houve 6 jogos em uma espécie de liga (turno e returno) com um controle de tempo de 15 minutos por jogador com 10 segundos de incremento por jogada.
Antes da última partida, Dmitry Jakovenko liderava após vencer a Evgeny Alekseev (2x0), empatado com Peter Svidler, ressaltando que este último havia acumulado somente 1,5 (1,5 x 05) pontos contra Alekseev. A classificação final antes da última:

Assim a última partida era decisiva. A Jakovenko bastava um empate, porém estava jogando de negras contra Svidler, quem se havia conseguido "colar" aos líderes para o desempate, graças a uma bonita vitória frente a Alekseev na competição principal. Svilder escolheu a Abertura Ruy Lopez com um Ataque fulminante diante de Jakowenko, vencendo assim o desempate!
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
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Escolas estaduais do Pará terão xadrez para estimular raciocínio lógico |
A partir de abril, 420 escolas da Região Metropolitana de Belém receberão kits do jogo. Jogo também pode melhorar a concentração e promover a integração dos estudantes.
Fernanda Bassette Do G1, em São Paulo

Divulgação
Tabuleiro gigante de xadrez (Foto: Divulgação)
A paixão pelo xadrez foi o que motivou o professor de educação física Mário Cardoso a divulgar o jogo e ensinar as técnicas para alunos de uma escola pública de Salinópolis, no interior do Pará. O sucesso da iniciativa foi tão grande que a partir de abril 420 escolas da rede pública estadual do Pará receberão o jogo e passarão a integrar o projeto "Xadrez Escolar".
O objetivo da iniciativa é motivar os estudantes a aprenderem as técnicas do xadrez, o que pode ajudar na formação do aluno, especialmente porque normalmente quem joga xadrez melhora o racionício lógico e a concentração.
"Eu tinha uma paixão particular pelo xadrez e levei isso para os meus alunos. Depois de alguns anos, resolvi tentar expandir o projeto e procurei a Secretaria Estadual de Educação. A idéia foi bem aceita e o governo liberou R$ 463 mil para a aquisição dos jogos e materiais para treinamento dos professores", afirmou Cardoso, que é o coordenador do programa. 
Divulgação
Estudantes jogam xadrez em tabuleiro gigante (Foto: Divulgação)
Pelo projeto inicial, todas as escolas da Região Metropolitana de Belém receberão um kit com dez jogos, um relógio, um mural didático e livros sobre o xadrez. Os demais municípios receberão o kit em pelo menos uma das escolas da rede estadual.
Além disso, para difundir o projeto nas instituições e motivar a comunidade para a prática do jogo, há um tabuleiro gigante e itinerante, que passará por todas as escolas com o objetivo de causar impacto visual nas crianças e atrair mais estudantes para o jogo.
"A intenção é expandir o xadrez para todas as escolas da rede pública. O tabuleiro gigante é especial porque atrai a curiosidade das crianças. Tenho alunos que são do tamanho das peças", disse o professor.
A capacitação dos professores já começou e os kits já foram comprados - eles devem ser entregues no início de abril. A expectativa é que o projeto mobilize quase dois mil professores e 235 mil alunos. Segundo a assessoria de imprensa do governo do Pará, o estado possui 1.323 escolas e 800 mil alunos na rede estadual.
Proposta não é formar atletas
O professor Cardoso destacou, no entanto, que o objetivo do projeto não é formar "atletas do xadrez" e sim formar um "cidadão através do xadrez", já que o jogo é capaz de promover a integração e intercâmbio entre os alunos; aumentar a concentração e o raciocínio lógico, melhorar a auto-estima dos estudantes e reduzir a evasão escolar.
"A experiência que eu tenho com o xadrez nas escolas é muito positiva. Melhora a concentração, a atenção, a auto-etima. Os alunos passam a pensar com mais racioncínio, pensam em estratégias. E eles acabam levando isso para o dia-a-dia deles", afirmou o professor.
Estudante pratica todos os dias
O estudante Arley Henrique de Souza Luz, 16 anos, é um dos alunos que aprendeu a jogar xadrez na escola. Ele contou que teve o primeiro contato com o jogo quando estava no primeiro ano do ensino médio e depois disso não parou mais. "Jogo todos os dias. Em casa com os amigos, na escola ou pela internet. Fico pelo menos uma hora jogando", disse.
Luz afirmou que depois que aprendeu as técnicas do xadrez, passou a ser um estudante mais ágil, mais concentrado e com melhor raciocínio lógico. "Vou prestar vestibular para o curso de física, então acho que o xadrez vai me ajudar muito", afirmou.
Governo federal tem programa
O Ministério do Esporte, em parceria com o Ministério da Educação (MEC) e secretarias estaduais de educação mantém desde 2004 o projeto "Xadrez nas Escolas". Segundo a assessoria de imprensa do Ministério do Esporte, o programa é oferecido em 50 instituições de ensino de 25 estados, totalizando 1.250 escolas com o programa.
A expectativa do ministério é ampliar o programa para cem escolas por estado. O projeto conta com um investimento de R$10,32 anuais por criança e cada escola tem cerca de 350 jovens envolvidos na prática.
Obs: Apesar da notícia fazer referência ao mês de abril para início do projeto e o post ter sido publicado só agora, o que queremos realçar é a importância que o xadrez está ganhando no cenário nacional. Mas há muito ainda a ser feito! Continue jogando e ensinando XADREZ!
Fonte: http://educacao-ja.org.br
segunda-feira, 21 de julho de 2008
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Campeonato Mundial de Xadrez 960 para computadores |
Campeonato Mundial Livingston de Xadrez 960 para Computadores, Categoria 29, é o torneio mais forte já disputado!
Pela quarta vez durante o torneio Chess Classic, em Mainz, Alemanha, será disputado o campeonato mundial de xadrez 960 para computadores. No ano passado, quatro poderosos programas se enfrentaram em sistema de rodízio: Rybka, Shredder, Jonny e Spike. Rybka, desenvolvido por Vasik Rajlich, venceu a final contra Shredder, o melhor programa alemão, e garantiu o título.
Ambos irão jogar novamente em Mainz entre os dias 31 de julho e 2 de agosto. Eles serão desafiados por outros dois programas de peso, que se classificaram pelo torneio online do ICC: Naum, produzido por Alexander Naumov, e Deep Sjeng, invento do programador belga Gian-Carlo Pascutto. Essas quatro máquinas ocupam atualmente as quatro primeiras posições na lista de xadrez 960 (ou xadrez aleatório de Fischer) para computadores. Segundo os cálculos do árbitro Hans Secelle, a média da pontuação de Rybka, Shredder, Naum e Deep Sjeng atinge 2981 pontos (3052 + 2970 + 2956 + 2947).
Participantes
O atual campeão – Rybka não apenas venceu o título mundial Chess960 no ano passado, mas também o campeonato mundial da ICGA (Associação Internacional de Jogos para Computadores), realizado em Amsterdã. A máquina norte-americana tentará vencer os dois títulos novamente: depois do torneio em Mainz, Rybka jogará o mundial da ICGA em Pequim a fim de confirmar a sua excepcional posição na cena do xadrez para computadores. Depois de viajar o mundo como programador de softwares, Vasik Rajlich, a mente por trás de Rybka, reside hoje em Budapeste, Hungria, e trabalha integralmente em seu programa de xadrez. Sua esposa, Iweta, que é a principal responsável por testar Rybka, estará em Mainz por dois motivos: dará assistência ao marido durante o torneio para computadores e jogará ela própria o Aberto de Xadrez 960 da FiNet. O novo Rybka 3 será lançado este mês; para mais detalhes, visite o portal www.rybkachess.com .
O veterano – Stefan Meyer-Kahlen trabalha em seu programa Shredder Chess desde 1993. Os exemplares estão disponíveis no mercado desde 1997 e várias versões foram vendidas em mais de 100 países. Hoje, Shredder é um dos nomes mais famosos no mundo do xadrez, sendo usado por jogadores de todas as partes do globo, de amadores a campeões mundiais. O programa pode ser usado para jogar ou para analisar partidas e posições e é considerado um dos melhores do mundo. Desde 1996, Shredder ganhou 12 títulos mundiais de xadrez para computadores, o que o coloca como o programa mais bem-sucedido do gênero. Stefan Meyer-Kahlen jogou várias vezes em Mainz e tem usado programas inovadores, como o Pocket Fritz, contra grandes mestres do calibre de Leko, Adams e Radjabov. Shredder venceu o título mundial em 2006 e certamente tentará recuperá-lo! Confira o portal www.shredderchess.com para maiores informações.
Os desafiantes – Em junho, o Internet Chess Club, em conjunto com o Chess Tigers, organizou o 2° Campeonato de Xadrez 960 pela Internet. Depois do grande sucesso do primeiro torneio, foram realizadas duas competições separadas, uma para humanos (vencida por Hikaru Nakamura) e outra para computadores. Nas finais, dois programas se classificaram para Mainz: Naum e Deep Sjeng. Os seus respectivos programadores, Naumov e Pascutto, já jogaram em Mainz e lançaram recentemente novas versões dos seus programas, bastante aperfeiçoadas. Deep Sjeng tem jogado torneios muito fortes: no prestigiado ICT, em Leiden, Holanda, o programa conseguiu a incrível marca de 8 pontos em 9 possíveis, tendo sido superado apenas por Rybka. Algumas semanas depois, Deep Sjeng venceu o “torneio dos programadores”, na Bélgica. Além de ter desenvolvido um formidável programa de xadrez, o versátil Gian-Carlo Pascutto elaborou programas para amantes de música e um forte programa de go (Leela). O portal www.sjeng.org traz informações adicionais e opções de descarregamento de arquivos.
Alexander Naumov não costuma participar de torneios de xadrez, mas abrirá uma exceção para o Chess Classic e viajará do Canadá até Mainz. Naumov nasceu na Sérvia em 1969 e estudou ciência da computação na Universidade de Belgrado. Em 1994, ele se mudou para Toronto, onde trabalha como programador de C++ e Java, sobretudo para a indústria financeira. Ainda adolescente, escreveu seu primeiro programa de lógica, para o Commodore64. Em 1992, produziu o primeiro jogo que apresentava um algoritmo de busca (alfa-beta) similar aos dos computadores de xadrez. Começou a trabalhar no programa Naum em 2003, e a primeira versão foi desenvolvida apenas para computadores Palm. Contudo, assim que descobriu o poder competitivo da comunidade do PC, voltou sua atenção para este. Naumov está sempre procurando aperfeiçoar Naum e tem dois computadores trabalhando 24 horas por dia para testar as últimas idéias. O estilo de jogo de Naum é posicional. É excelente no meio-jogo, mas seu conhecimento de finais deve ser incrementado para a próxima versão. Você pode baixar o programa na página www.geocities.com/naum_chess . A versão gratuita para Palm continua disponível.
A lista
No endereço www.computerchess.org.uk/ccrl/404FRC , você pode conferir a atual colocação das melhores máquinas de xadrez 960.
Fonte: Fide
Tradução: Bebeto
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Rapidinhas pelo mundo |
O presidente da FIDE, Kirsan Ilyumzhinov – também presidente da Calmúquia, uma das divisões federais da Rússia –, fez uma visita de trabalho a Montenegro no dia 9 de julho, a convite do primeiro-ministro do país, Milo Dukanovic. Ilyumzhinov expressou a sua satisfação com o convite e disse que esse é o terceiro encontro entre ele e Dukanovic. Os outros dois aconteceram em fevereiro de 2004, em Kotor, Montenegro, por ocasião da reunião do comitê presidencial da FIDE, e em setembro de 2006, em Herceg Novi, durante o Campeonato Europeu de Xadrez Juvenil.
De acordo com o presidente da FIDE, o xadrez está se desenvolvendo de forma dinâmica em Montenegro. Ele também destacou a atuação da Federação Montenegrina de Xadrez. Em junho de 2006, durante o Congresso da FIDE em Turim, Itália, a cidade de Budva foi nomeada para concorrer como sede da Olimpíada de Xadrez de 2010, mas acabou eliminada na terceira rodada por uma estreita margem de votos.
Em nome da FIDE, Ilyumzhinov agradeceu ao Governo de Montenegro e à Federação Montenegrina de Xadrez a entrega da candidatura do país para sediar a 40ª Olimpíada de Xadrez e o Congresso da FIDE em 2012. Ele declarou que Montenegro terá concorrentes muito fortes nessa disputa, como Turquia e Suécia. Ilyumzhinov também pediu que Dukanovic considere a possibilidade de introduzir o xadrez no currículo escolar do país. Por fim, ambos discutiram a viabilidade de ser estabelecido um centro enxadrístico em Montenegro.
Fonte: Fide
Tradução: Bebeto
Postagem corrigida (Tradução total)
sexta-feira, 30 de maio de 2008
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"Pelas mãos de Deus" |
Pelas mãos de Deus
Mequinho, o maior enxadrista que o Brasil já teve, volta aos tabuleiros e desafia o campeão brasileiro para provar a existência divina
Gustavo Maia
No dia 20 de março desse ano, o ex-enxadrista Henrique da Costa Mecking, o Mequinho, 48 anos, acordou cedo e preparou-se para ir à igreja. Fervoroso seguidor do catolicismo, na porção carismática, naquela manhã, enquanto fazia suas orações matinais, Mequinho foi acometido por uma espécie de visão. O campeão de xadrez aposentado viu a um metro de distância, frases no ar que o incentivavam a voltar ao tabuleiro: “Aceite o desafio”, dizia uma delas. “A partir daí decidi voltar a jogar”, diz.
Mequinho não perdeu tempo. Aceitou o convite dos dirigentes do Centro Empresarial de São Paulo. Ele retomará suas estratégias no xadrez na segunda-feira 7 de agosto. Estará em São Paulo para um jogo contra o campeão brasileiro Giovanni Vescovi, 22 anos. “Rezo pela manhã e o resto do dia eu treino”, diz ele.
Nos campeonatos de xadrez dos anos 70, Mequinho foi o que Gustavo Kuerten é hoje para o tênis. Quando tinha 25 anos, era o 3º no ranking mundial, mas abriu mão da fama e da carreira. Passou a viver sozinho em uma casa simples, de dois quartos, em Taubaté, a 200 quilômetros de São Paulo. Sem rádio nem televisão, o ídolo da geração dos anos 60 e 70 parou por lá. Por 23 anos, deixou rei, rainha, cavalos e peões de lado. E hoje, leva uma vida pacata. Não sabia, por exemplo, que Cid Moreira tinha deixado a apresentação do Jornal Nacional e que em seu lugar está William Bonner. “Não vejo tevê. Sei das notícias na igreja”, conta.
Mequinho passa o dia rezando entre imagens de Nossa Senhora e uma miniatura luminosa de um crucifixo. Sua casa é mobiliada com caixas, um sofá, uma mesa e duas cadeiras. Nada mais. O enxadrista espalha cobertores no chão para se proteger do frio. A novidade é a presença de um microcomputador, cedido pelo Centro Empresarial. É nele que o campeão mundial treina as jogadas em tabuleiro virtual. “É difícil jogar num tabuleiro em posição vertical”, diz.
Poucos sabem a razão pela qual os brasileiros perderam o campeão por duas décadas. Mequinho ficou doente. Sofre de miastenia, uma doença incurável que ataca os músculos ao ponto de deixá-los sem controle motor. Diante desse quadro, ele se afastou de seu destino profissional que exigia total dedicação. Em 1977, Mequinho passou seus dias numa cama, em seu apartamento no Rio de Janeiro. Cansou de viajar, em vão, para o exterior em busca da cura. Quando retornou ao Brasil, os médicos davam a ele duas semanas de vida. “Foi quando eu conheci a Tia Laura, que tinha o dom da cura”, diz ele, referindo-se à freira Laura, de Lorena, interior de São Paulo, famosa por curar doentes pela fé, nos anos 70.
A partir de 1979, a doença se estabilizou e as grandes crises desapareceram. Três anos mais tarde, ele publicou o livro Como Jesus Salvou a Minha Vida, com os trocados vindos dos campeonatos de xadrez. Sua fé fez com que ele decidisse seguir o sacerdócio. Mergulhou no curso de teologia e filosofia. Pegou o canudo em 1993, época em que passou a peregrinar pelos quatro cantos do País com a Bíblia na mão e o gogó pronto para dar sermões aos fiéis. Em um ano, morou em cidades do Rio Grande do Sul, Pernambuco, Rio e São Paulo. Suas andanças não se limitaram ao território nacional. Conheceu Medjugorje, na Bósnia, local onde os católicos fervorosos vêem Nossa Senhora. “Temos pouco tempo antes da volta de Jesus”, prega Mequinho.
A miastenia está controlada. Para isso, Mequinho não come nada fora de sua dieta balanceada. Segue a medicação homeopática, que, segundo ele, controla os sintomas da grave doença. Para a nova empreitada, diz estar com força total, até porque tem ajuda dos Céus. “Quero jogar tão bem para que percebam que é obra de Deus”, diz ele.
CAMPEÃO AOS 13 A genialidade de Mequinho com o tabuleiro o acompanha desde pequeno. Nascido em Santa Cruz do Sul (RS), ele começou a jogar aos quatro anos. Aos sete, desafiava dez enxadristas adultos ao mesmo tempo. Aos 13 anos era campeão nacional. Pela primeira vez, o brasileiro tinha para quem torcer num esporte dominado pelos russos Anatoly Karpov e Gary Kasparov e pelo americano Bobby Fischer. Em 1972, colecionava dois torneios mundiais e chegou a lotar o Maracanã no campeonato sul-americano.
Agora Mequinho recomeçou a resgatar em cifras parte do que conquistou no passado com o domínio do tabuleiro. Recebeu um cachê em torno de R$ 10 mil por conta do desafio. “Não tenho mais que pedir dinheiro para minha mãe”, diz aliviado. Com o fim das economias, foi esse o artifício que usou para sobreviver nos últimos seis meses. Se vencer, vai embolsar ainda R$ 7 mil. “Isso não importa. O objetivo é muito maior. Quero mostrar que todos podem se salvar”, prega.

“Não vejo tevê. Sei das notícias na igreja”, diz Mequinho, que vive numa casa com um sofá, uma mesa e duas cadeiras e não sabia que Cid Moreira havia saído do Jornal Nacional.
Artigo extraído de: http://www.zaz.com.br
domingo, 25 de maio de 2008
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Filme de Bobby Fischer |
“Xadrez é guerra no tabuleiro. O objetivo é fundir a mente do oponente”
A Universal Pictures, juntamente com algumas parcerias, recentemente anunciou a contratação de Kevin Macdonald (que dirigiu “O Último Rei da Escócia”) para ser o diretor do drama “Bobby Fischer goes to war”, ou “Bobby Fischer vai à guerra” numa tradução livre.
O filme vai girar em torno do Match (conjunto de partidas) entre o norte-americano Bobby Fischer e o russo Boris Spasky valendo o titulo mundial. Seria normal para aqueles que desconhecem o xadrez e Fischer perguntar: Mas por que pode vir a ser tão interessante um filme sobre algumas partidas de xadrez?! É exatamente isso que pretendo responder nas linhas abaixo no intuito de convencer o maior número de pessoas possível que esse projeto tem tudo pra se transformar em um grande filme. De forma resumida, essa resposta pode ser dada em duas palavras: Política e genialidade.
Situemos-nos, primeiramente, historicamente. O embate ocorreu em 1972, auge da guerra fria que ficou conhecida por dividir o mundo em dois blocos: os EUA e seus aliados políticos e a extinta URSS, formada pela Rússia e um pouco mais de uma dezena de outros países socialistas. Levando em conta as nacionalidades dos dois jogadores (americana e russa), é fácil deduzir a dimensão que esse match, que foi realizado em Reykjavik (capital da Islândia), tomou. A URSS já havia monopolizado o esporte durante três décadas antes de Fischer e continuou com sua hegemonia ainda três décadas depois. Fischer foi o suspiro do ocidente. Certa vez Bobby Fischer chegou a declarar: “Realmente é o mundo livre contra a mentira, trapaça e hipócritas russos”.
Infelizmente, uma das maiores mentes do século passado, foi da genialidade à loucura muito rapidamente. Era rude quando queria (e parece que quase sempre queria), extremista em suas opiniões, anti-semitista, odiava Judeus (sua mãe era judia), acreditava que tudo se baseava em conspirações governamentais e muitas outras coisas que tornou Bobby Fischer o orgulho e a tristeza da nação enxadrista. Suas exigências também atingiam o absurdo. Não jogava a menos que as peças fossem opacas e a iluminação indireta, a cadeira também deveria ser de um formato específico e o primeiro jornalista deveria estar à uns bons metros de distância.
Após uma carreira brilhante e surpreendente, conquistou o título de campeão mundial em 1972 e, após isso, quando o mundo achou que tinha se acostumado e parado de surpreender-se com suas excentricidades, Fischer fez o lance mais surpreendente de toda a sua vida: Desapareceu! Por muitos anos Fischer só dava as caras quando ele queria. Passou por vários países e muitos mitos sobre seu destino apareceram na forma de rumores na época. Alguns diziam que ele havia morrido, outros que ele enlouquecera de vez e jogava xadrez em pracinhas de países menos conhecidos. Fischer perdeu seu titulo de campeão do mundo em 1975, pois não compareceu para defender seu posto contra Anatoly Karpov (russo). Em 2004, Fischer foi preso em um aeroporto no Japão por tentar viajar com um passaporte revogado pelos EUA.
Ele foi ameaçado de extradição para os Estados Unidos pra receber a punição por ter violado a sansão imposta à Slobodan Milosevic, então líder da Iugoslávia, jogando no país um rematch contra o mesmo Spassky por algo entorno de dez milhões de dólares. Em 17 de janeiro de 2008, Fischer faleceu na mesma cidade que em 1972 foi palco de um dos maiores confrontos enxadrísticos da história.
Acredito que um dos maiores desafios do diretor será mostrar o tamanho de suas proezas para um público que não conhece a profundidade do xadrez. Toda uma vida (literalmente) não é suficiente para se ter domínio de todos os aspectos do jogo, tamanha a dimensão de sua teoria. O talento de Kevin MacDonald para retratar figuras excêntricas, daquelas que se ama ou odeia, já foi testado e comprovado no seu filme “O Último rei da escócia” onde mostra a história de um ditador.
Pouco se sabe sobre o desenvolvimento da película. Além de Macdonald na direção, o roteiro será realizado por Shawn Slovo ("Em Nome da Honra"). A história será baseada em um livro de autoria de David Edmonds e John Eidinow. A produção está agendada para iniciar no final de 2008. Até lá, nomes no elenco e na equipe técnica devem ser adicionados.
Gostaria enormemente de ver Leonardo Di Caprio no papel principal desse filme. Acho que talvez ele seja o único capaz de retratar esse tipo de personalidade com tamanho realismo, uma vez que o personagem principal do filme lembra muito o Howard Hughes que ele interpretou em “O aviador”, no que diz respeito ao estilo bonito-gênio-louco. Mas ainda não foi divulgado nem sequer o tamanho da produção de “Bobby Fischer goes to war”, então não sabemos nem mesmo detalhes do orçamento do filme.
Macdonald atualmente está envolvido com as filmagens de "State of Play", baseado em uma minissérie do canal britânico BBC e que narra a investigação de um jornalista sobre a morte de uma jovem, amante de um poderoso político.
Poderia ficar horas e horas dissertando sobre como a história de Fischer daria um bom filme mas espero ter atingido meu objetivo principal nesse texto que era de trazer o maior número possível de olhos para esse projeto e não só os fãs de xadrez. Bobby Fischer tem história suficiente para virar um filme do nível e formato de “Uma mente brilhante” ou “O aviador”, ambos sucessos de bilheteria e exemplos de bom filme.
Por último, reproduzirei abaixo uma carta escrita pelo próprio Fischer quando uma revista local pediu ao mesmo para que se apresentasse, se descrevesse, dias antes do campeonato mundial de 1972, tema principal do filme. Acredito que esse texto mostre toda a sua genialidade, perseverança assim como sua loucura e o quanto ele podia ser rude e convencido.Veja a carta
Artigo extraído de: http://cinemmus.blogspot.com



